Imagens históricas inéditas de Santos são disponibilizadas em site alemão

Um bonde no Gonzaga, na década de 1960. Foto de Gerhard Vetter.

Um bonde no Gonzaga, na década de 1960. Foto de Gerhard Vetter. Imagem integrante do acervo da “Deutsche Fotothek”

Com o advento da internet e da digitalização, as portas do mundo se descortinaram e, com elas, as oportunidades de encantarmos-nos com os “achados” de elementos informativos e visuais que dificilmente teríamos acesso pelos meios convencionais. Para quem trabalha com pesquisa histórica, estas ferramentas modernas só nos fazem concluir que, definitivamente, não há mais limites para a provocação de surpresas e emoções.

Recentemente, indicado por um seguidor do Memória Santista, o colega Vicente Vazquez, nos deparamos com um site alemão que reúne fotografias históricas abrigadas em 88 instituições culturais. Lá estão velhos negativos e slides que revelam o passado de locais diversos do globo, resultado do registro fotográfico de pessoas que lá estiveram a trabalho ou passeio.

Intitulado “Deutsche Fotothek” (Bibliotecas de Fotos Alemã), o site oferece uma vitrine virtual para as obras de importantes fotógrafos germânicos, em especial os que compõem a coleção da “SLUB Dresden” e das instituições parceiras do serviço.

O banco de dados já possui uma coleção digital com mais de 1.975.000 imagens, entre fotografias, pinturas, gráficos, Mapas Históricos e Desenhos Arquitetônicos e de Máquinas.

Essa coleção virtual, entretanto, representa menos do que 50% do acervo da Biblioteca de Fotos Alemã (fundada em 1924), que hoje alega guardar mais de cinco milhões de imagens, divididas pelos mais variados assuntos: fotografia, arte, arquitetura e história da tecnologia.

Liderado pela Fundação Gundlach, fundada em 8 de março de 2000 pelo fotógrafo e colecionador Franz Christian Gundlach,  baseada em Hamburgo, o projeto tem como meta proteger e ativar testemunhos importantes da fotografia analógica. Além disso, o arquivo virtual dos fotógrafos serve como um showroom para a diversidade e importância da fotografia alemã, tornando o patrimônio visual herdado de suas próprias coleções e das coleções colaborativas visíveis on-line.

Santos

A cidade de Santos também possui imagens depositadas neste incrível acervo. Há fotografias do porto, das praias, de prédios importantes, como o da antiga Santa Casa (a da avenida São Francisco), das estradas, de bananais do entorno e até uma do antigo Parque Indigena (que existiu na esquina da avenida Conselheiro Nébias com a praia).

O Memória reproduz algumas dessas fotos aqui, mas convidando os que apreciam a história e boas fotogradias, a conhecerem o site, cujo endereço é http://www.deutschefotothek.de

Vista panorâmica da Vila Belmiro e José Menino, a partir do Monte Serrat, em 1929.

Vista panorâmica da Vila Belmiro e José Menino, a partir do Monte Serrat, em 1929. Richard N. Wegner

Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 1935. Foto de August Tegtmeier.

Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 1935. Foto de August Tegtmeier.

Panorâmica dos bairros da Vila Nova, Macuco e Vila Mathias, feita a partir do Monte Serrat, entre 1934 e 1936. Foto de Erwin Scheu.

Panorâmica dos bairros da Vila Nova, Macuco e Vila Mathias, feita a partir do Monte Serrat, entre 1934 e 1936. Foto de Erwin Scheu.

Imigrantes japoneses chegando ao porto de Santos em 1938. Foto de Konrad Voppel.

Imigrantes japoneses chegando ao porto de Santos em 1938. Foto de Konrad Voppel.

Panorâmica da Vila Nova em 1939. Foto de Franz Grasser.

Panorâmica da Vila Nova e Paquetá em 1939. Foto de Franz Grasser.