Baralho Anos 1960/1979

Os anos 1960 e 1970 foram marcados por muitas dificuldades para os santistas, que perderam sua autonomia política (só retomada nos anos 1980). Também foram os anos de glória do Santos Futebol Clube, bicampeão do mundo de futebol. No setor artístico, Santos se mostrou uma cidade repleta de estrelas, produzindo profissionais para todas as áreas da cultura. Veja abaixo algumas das principais personalidades destas duas décadas na cidade, assim como fatos históricos marcantes.

::::::::: BANDEIRA JUNIOR :::::::::

Pedro Bandeira Junior nasceu em Santos no dia 30 de outubro de 1918. Era jornalista e estudioso do carnaval santista, tendo acompanhado o surgimento do famoso bloco Bola Alvinegra, que se utilizava das cores do Santos Futebol Clube. Foi o primeiro e único chanceler oficial do Carnaval Santista e também um dos maiores cronistas e memorialistas da folia de momo da cidade de Santos – aquele que acompanhava a Rainha e o Rei, presidia todos os desfiles, visitava todos os bailes – e, assim, ajudou a contar detalhes do carnaval de outros tempos. Pedro Bandeira tinha, também, o título de Folião Mor do Carnaval Brasileiro, que recebeu do próprio Rei Momo do Rio de Janeiro. 

::::::::: CARLOS SOFREDINI :::::::::

O santista Carlos Alberto Soffredini (1939-2001) foi um grande diretor e dramaturgo, reconhecido em todo território brasileiro. Formou-se em letras na Faculdade de Filosofia de Santos, onde participou de um grupo de teatro amador como diretor e autor. Em 1967, ganha o Prêmio do Serviço Nacional de Teatro (SNT) – sendo este apenas um em meio a tantas outras premiações que viria a receber -. Forma-se ator pela Escola de Arte Dramática (EAD). Nos primeiros anos da década de 70, funda o Grupo de Teatro Mambembe, desenvolvendo espetáculos com base na cultura popular brasileira. Em 1985, Soffredini funda o Núcleo de Estética Teatral Popular. Em cinema, é premiado com o Kikito do Festival de Gramado de 1985. Junto com Walter Avancini, escreve a telenovela Brasileiras e Brasileiros, transmitida pelo SBT de 1990 a 1991.

::::::::: DOM DAVID PICÃO :::::::::

Nascido em Ribeirão Preto, em 1923, tornou-se bispo emérito de Santos e pró-reitor de Pastoral da Universidade Católica de Santos (UniSantos). Formado em Teologia e em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, chega em Santos em 1963 para suceder Dom Idílio José Soares como Bispo Diocesano de Santos.  Assumiu a presidência da Sociedade Visconde de São Leopoldo, mantenedora da UniSantos e do Liceu Santista. Em 1986, com o reconhecimento da Universidade, assumiu também como chanceler da instituição, cargo que exerceu por mais de 35 anos. Ao longo de seu episcopado, recebeu diversas homenagens, como o título de Cidadão Emérito Santista e o de Cidadão Vicentino. Também foi homenageado pela Câmara Municipal de Santos com placa comemorativa pelos 35 anos de atividades à frente da Diocese de Santos.

::::::::: ESMERALDO TARQUÍNIO FILHO :::::::::

Nascido em São Vicente ( SP) em 1927, passou por dificuldades financeiras na infância após a morte de seu pai. Começou a trabalhar cedo, aos nove anos de idade e aos 30 se formou em Direito pela Universidade Católica de Santos. Trabalhou também como jornalista e despachante aduaneiro mas foi na política que Esmeraldo mais se destacou. Foi eleito vereador em 1960 e nas eleições de 1962 conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em 1968 ganhou as eleições para a Prefeitura de Santos, porém chegou a   assumir o cargo, sendo cassado pelo governo militar  O então vice-prefeito eleito , Oswaldo Justo, em solidariedade não aceitou o cargo o que levou a intervenção federal em Santos. Morreu de infarto em 1983.

::::::::: FÁBIO KONDER COMPARATO :::::::::

Jurista , advogado e escritor brasileiro, Fábio Comparato nasceu em 1936 e formou-se em direito pela tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo ( USP) em 1959. Concluiu o seu doutorado na Universidade de Paris em 1963. Entre 1976 e 2006 foi professor titular da Universidade de São Paulo.  Foi um dos advogados responsáveis pela formulação do pedido de  impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo em 1992.

::::::::: GILBERTO MENDES :::::::::

Compositor, professor universitário e autor de livros, nasceu em Santos em 1922 e desde cedo mostrou interesse pelo mundo da música. Iniciou seus estudos nessa área aos 19 anos de idade num conservatório santista. Sua primeira composição foi Episódiode 1949 com poema de Carlos Drummond de Andrade. Foi um dos pioneiros da Música Concreta no Brasil, tendo subscrito em 1963 o Manifesto Música Nova. Foi um dos pioneiros nessa área, bem como da música  serial integral e da música aleatória. Gilberto Mendes foi ainda o fundador e diretor artístico do Festival Música Nova , que ocorreu anualmente em Santos de 1962 até 2010. Foi também professor no Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Faleceu em 2016 aos 93 anos de idade.

::::::::: HÉLIO ANSALDO :::::::::

Nascido em Santos em 1924, Helio Ansaldo foi um político, jornalista e apresentador. Começou sua carreira em 1953 como locutor esportivo da Rádio Gazeta de São Paulo. Trabalhou durante  quatro décadas na TV Record, desde sua inauguração em 1953 até 1990 onde atuou na apresentação de telejornais e programas musicais. Na década de 1990 voltou para Santos onde trabalhou como apresentador na TV Mar. Foi ainda deputado estadual pelo PDS entre 1990 e 1994. Faleceu por complicações de um câncer em 1997

::::::::: JOSÉ GOMES :::::::::

Radialista , atuou nas rádios Atlântica, Cacique e foi apresentador da TV- Tupi de São Paulo. Seu primeiro contato com a política se deu em 1955, quando assumiu uma cadeira na Câmara Municipal de Santos. Militou durante toda a vida pelo PTB ( Partido Trabalhista Brasileiro) expoente do trabalhismo e do varguismo.  Ganhou as eleições de 1961 como vice-prefeito mas assumiu o cargo de chefe do executivo santista após a morte trágica de Luiz La Scala Júnior. Seu mandato ficou marcado pelas turbulências políticas e econômicas que sacudiram o Brasil no início dos anos 1960. Pela sua orientação ideológica e afinidade com o então presidente João Goulart, foi cassado em 1964 pela ditadura militar. Foi exilado política durante 10 anos nos EUA, retornando ao Brasil em fins de 1973. 

::::::::: JOSÉ MACIA (PEPE) :::::::::

Conhecido como “O Canhão da Vila” , José Macia nasceu em Santos em 1935 mas mudou-se para a vizinha São Vicente aos sete anos de idade. Por lá começou sua carreira  no Comercial FC  e posteriormente no  São Vicente AC onde seu poderoso chute de pé esquerdo começava a se destacar. Aos 16 anos Pepe recebeu uma proposta do Santos Futebol Clube onde passou a atuar na equipe juvenil. Em 1954 fez sua estreia na equipe titular do Peixe. No início dos anos 1960 fez parte da mítica equipe tríade de artilheiros composta pelo próprio Pepe, Pelé e Coutinho. Defendendo o Santos  conquistou o bicampeonato da Libertadores da América e o bi Mundial Interclubes ambos em 1962 e 1963. Pela Seleção Brasileira ganhou as Copas de 1958 e 1962 Encerrou sua carreira de jogador em 1969. Em 1973 volta ao Santos agora como treinador. Além do Alvinegro treinou nos anos seguintes outra equipes como o Fortaleza, Inter de Limeira e a Portuguesa Santista

::::::::: LOLITA RODRIGUES :::::::::

Filha de imigrantes espanhóis naturais da Galícia, seu verdadeiro nome é Sylvia Gonçalves Rodrigues Leite. Nascida em 1929, cresceu no bairro santista do Marapé. Iniciou sua carreira artística aos dez anos de idade participando de radionovelas na Rádio Record de São Paulo. Passou ainda pelas rádios Bandeirantes, Cultura e Tupi. Participou das celebrações da primeira transmissão de televisão do Brasil, quando interpretou o “Hino da Televisão Brasileira”. Em 1963 participou de 2-5499 Ocupado, a primeira telenovela diária do Brasil.  Atuou em inúmeras novelas da Rede Globo ao longo de mais de 40 anos. Aposentou-se das telinhas em 2010 e atualmente reside com uma filha em João Pessoa.

::::::::: LUCKY TATTOO :::::::::

Knud Harald Lykke Gregersen, dinamarquês, chegou em Santos no dia 20 de julho de 1959. A proposta era chegar, fazer algum dinheiro e zarpar para outras aventuras. Mas “Lucky Tattoo”, já contando com 31 anos de idade, se apaixonou pela agitada cidade portuária brasileira e resolveu fincar sua base em definitivo. Sem ele saber, embora desconfiasse, Gregersen era o primeiro tatuador em terras brasileiras e até sulamericanas. Lucky foi ganhando aos poucos fama nacional e internacional. Ele fazia seu trabalho nos fundos da loja, reservando a parte da frente para a venda de souvenirs, muitos deles coletados nos 42 países que Gregersen percorreu antes de se fixar no Brasil. O auge da fama de Lucky aconteceu mesmo nos anos 1970, quando passou a tatuar outra espécie de homens do mar: os surfistas. Um deles, o carioca José Artur Machado, o famoso Petit, acabaria se tornando o símbolo de uma geração de jovens bronzeados de Ipanema, imortalizado por Caetano Veloso em 1979 na música “Menino do Rio”, sucesso nacional na voz de Baby Consuelo. Veja mais em Memória Santista

::::::::: LUIS LA SCALA :::::::::

Filho do  vereador Luiz La Scala, formou-se em Engenharia Civil e durante muitos anos foi servidor público da Prefeitura Municipal de Santos. Durante a gestão Sílvio Fernandes Lopes ( 1957-1961) foi o Diretor de Obras Públicas sob cuja alçada ficaram diversas obras de pavimentação e drenagem em vários bairros santistas tais quais o Marapé, Embaré e Ponta da Praia. Em 1961 foi o candidato apoiado pelo então prefeito a sua sucessão. Ganhou as eleições pelo PSP (Partido Social Progressista) porém, poucos dias antes da sua posse na chefia do executivo, sofreu um acidade automobilístico que tirou-lhe a vida.

::::::::: MIROEL SILVEIRA :::::::::

O santista Miroel Silveira nasceu em 1914 e tornou-se um importante autor, poeta, diretor, tradutor, produtor, dançarino e professor . Homem de teatro, ocupou várias funções em atividades teatrais, ligado a grandes companhias dos anos 1940 e 1950, como Os Comediantes e Teatro Popular de Arte (TPA). Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), volta a Santos com a intenção de dedicar-se à profissão, mas abandona o projeto para acompanhar a jovem atriz Cacilda Becker ao Rio de Janeiro, para integrar o Teatro do Estudante do Brasil (TEB), dirigido por Paschoal Carlos Magno. Ali que conhece, em 1943, o diretor polonês Ziembinski e juntos, com Vestido de Noiva, marcam o início do teatro moderno brasileiro. Além de 50 anos de intensa vida artística, durante muitos anos foi professor da Escola de Arte Dramática e da Escola de Comunicações e Artes da USP.

::::::::: OSWALDO NEGRELLI :::::::::

José Oswaldo da Fonseca Marcelino, o Negrelli, nasceu em Santos em 1950 e é uma grande personalidade no vôlei brasileiro, graças a sua trajetória de sucesso. No currículo figuram importantes conquistas em passagens pela seleção brasileira e santista como por exemplo, o vice-campeonato pan-americano, o tetracampeonato sul-americano, o pentacampeonato nacional e a sétima colocação na Olimpíada de Munique (Alemanha), em 1972, além de sete títulos estaduais e de outros oito nos Jogos Abertos do Interior. Formado em Educação Física pela UNIMES / FEFIS em 1972, passou a dedicar-se ao ensino e treinamento esportivo. Na Secretaria Municipal de Esportes de Santos, exerceu o cargo de Secretário em 2004, e em 2007 ocupou a função de Presidente da Fundação Pró Esportes – FUPES.

::::::::: NILSON SEOANE :::::::::

Nilson Seoane foi um importante pintor, gravurista, ilustrador, desenhista e poeta. Em 1944 ingressou na Escola de Artes Gráficas Professor Nelson Nobrega através de concurso que lhe conferiu uma bolsa de estudos por um período de quatro anos, tendo como professores Lívio Abramo e Mário Gruber em técnicas gráficas, Antônio Gomide em anatomia e Wolfgang Pfeiffer em história da arte.  Descoberto pelo crítico de arte Sérgio Milliet, realizou sua primeira Mostra Individual em 1950 no Instituto de Arquitetos do Brasil em São Paulo. Colaborou para os principais periódicos de São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul com seu trabalho de cronista e ilustrador. Como pintor e gravurista recebeu, ainda, muitos prêmios nas principais mostras do país como o Salão Paulista de Arte Moderna, o Salão Nacional de Arte Moderna e a Bienal de São Paulo. 

::::::::: OLAO RODRIGUES :::::::::

Olao do Carmo Rodrigues, santista, nascido em 1907, marcou época na imprensa regional. Começou sua carreira no Jornal da Noite, como cronista esportivo, mas foi no jornal A Tribuna que permaneceu por 46 anos, passando por diversos postos até alcançar a chefia de redação. Atuou não apenas como repórter e chefe, mas também como cronista e autor de 13 obras dos mais variados generos: da célebre Cartilha do Turista (1965) até o livro de contos Santos de Pijama (1981). A preocupação com a preservação da história da cidade sempre permeou seu trabalho como escritor. Olao destacou-se na criação da Delegacia do Sindicato dos Jornalistas em Santos, em 1942, quando foi eleito o primeiro presidente da entidade, e pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de Santos, onde ocupou a cadeira nº. 126. Seu trabalho como escritor e pesquisador também foi reconhecido pela Academia Santista de Letras, pela União Brasileira de Escritores, pela Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado de São Paulo e pelo Centro Paulista de Pesquisa e Memória da Imprensa, organizações às quais Olao pertenceu e atuou durante toda a vida. Aposentado do jornalismo diário, aos 59 anos de idade, passou a se dedicar a novos projetos editoriais, participando como redator do lançamento do Almanaque de Santos, em 1969. Em 1975, apresentou a segunda edição da obra Veja Santos, guia da história das vias públicas santistas. Em 1979, lançou a História da Imprensa de Santos.

::::::::: PLÍNIO MARCOS :::::::::

O santista Plínio Marcos de Barros (1935 – 1999) foi um grande escritor, autor de inúmeras peças de teatro – escritas principalmente na época do regime militar e, por isso censuradas -. Foi também ator, diretor e jornalista. Aos 17 anos, as incursões ao mundo do circo definiram seus caminhos. Atuou em rádio e também na televisão, em Santos.  Em 1958, influenciado por Patrícia Galvão, a Pagu, começou a se envolver com teatro amador. Nesse mesmo ano, impressionado pelo caso verídico de um jovem abusado na cadeia, escreveu sua primeira peça teatral, Barrela. Com sua vasta obra, que se preocupava em retratar “a vida do submundo” [como Dois Perdidos em uma Noite Suja (1966) e Navalha na Carne (1967), por exemplo] ficou conhecido como um dos dramaturgos mais subversivos da história. 

::::::::: RUBENS PAIVA :::::::::

Nascido em Santos em 1929, Rubens Paiva formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Mackenzie em 1954 . A política já estava presente na sua vida desde muito cedo, visto que era filho do ex-prefeito de Eldorado Paulista, Jaime Almeida Paiva. Em 1962  é eleito deputado federal pelo PTB ( Partido Trabalhista Brasileiro). Apoiador do presidente João Goulart e das reformas de base, propostas pelo Governo Federal, fez um duro discurso no dia 1° de Abril de 1964 denunciando o golpe militar em curso no Brasil. Teve seu mandato cassado e exilou-se na Iuguslávia, porém retornou ao Brasil em 1965. Em 1971 teve sua casa invadida por  seis militares e foi preso. Levado ao DOI-CODI foi torturado até a morte.

::::::::: SERAFIM GONZALEZ :::::::::

Serafim Gonzalez foi ator e escultor. Filho de espanhóis nasceu no interior de São Paulo e começou sua carreira em Santos, aos catorze anos. Posteriormente mudou-se para São Paulo onde trabalharia na então novíssima TV Tupi. Participou de várias novelas ao vivo. Na década de 1970, também participa de peças de teatro e de pornochanchadas. Seu maior sucesso, entretanto, sempre foi na televisão, em novelas como as primeiras versões de Mulheres de Areia (1973 e 1993) (onde esculpiu as estátuas feitas, na trama, pelo personagem Tonho da Lua) e A Viagem, de (1975), no papel de Ismael, vivido por Jonas Bloch no remake de 1994. Mais recentemente, participou de várias novelas produzidas pelo SBT, como Pícara Sonhadora (2001) e Chiquititas, em (2000). Seu último trabalho de destaque foi o Seu Quiqui, da novela Belíssima (2005). Sua última aparição na TV foi em uma participação especial na novela Cristal em 2006.

::::::::: TANAH CORRÊA :::::::::

Tanah Corrêa nasceu em Bauru, mas foi a cidade de Santos que ele adotou como cidade do coração. Das atividades artísticas e culturais do Clube de Regatas Saldanha da Gama e da Escola Escolástica Rosa surgiu um dos maiores símbolos das artes cênicas do Brasil. Atuando como ator, produtor e principalmente diretor de inúmeras peças, filmes e novelas, Tanah construiu um rico currículo. Mais do que dirigir e atuar, ele sempre foi um profissional preocupado com o desenvolvimento artístico da Região. Em 1985, assumiu o desafio de administrar a secretaria de Cultura de Santos, onde ajudou na valorização dos artistas locais. Ele também foi fundador do Teatro Plínio Marcos, em São Paulo, membro da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, Diretor-Presidente da Sociedade Brasileira de Autores e Presidente da Comissão de Restauração Cênica e inauguração do Teatro Coliseu.

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