Baralho de Lançamento

Este baralho é o produto ponto de partida da campanha VAMOS, JUNTOS, CONTAR A NOSSA HISTÓRIA, que tem por objetivo a viabilização do MUSEU HISTÓRICO DE SANTOS. Serão produzidos apenas 6.000 unidades deste baralho, que mescla personagens e fatos históricos de toda a trajetória histórica de Santos, dos tempos coloniais aos dias atuais. Foram selecionados os personagens e fatos abaixo:

::::::::: ARMANDO SENDIN :::::::::

Prestigiado nome da arte contemporânea do Brasil. Como ceramista, teve trabalhos destacáveis, dentro os quais está o painel de azulejos da famosa Biquinha de Anchieta, em São Vicente, com quem atuou como colaborador a seu irmão, o também artista Waldemar Moral Sendin. Foi com pintor, entretanto, que teve maior destaque como precursor do realismo impressionista, pós movimento Pop Art. Suas telas se destacam pela precisão fotográfica das figuras, quase sempre associadas a figuras humanas, em uma temática menos fria com um toque bem pessoal. Suas obras podem ser vistas no Palácio do Itamaraty, Museu do Artista Brasileiro em Brasília, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo – MASP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Fundação Armando Álvares Penteado – São Paulo, Coleção da União Panamericana de Washington D.C., Houston University no Texas, dentre outros.

::::::::: BRAZ CUBAS :::::::::

Cavaleiro fidalgo, nasceu na cidade do Porto (Portugal) em 1507. Filho de Pero Cubas, era homem de confiança de Martim Afonso de Sousa na missão colonizadora. Em 1541 foi alçado à condição de capitão-mor, sendo responsável pela mudança do porto da capitania de lugar e pela criação do primeiro hospital das Américas, a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos. Entre 1545 e 1546, Braz Cubas fundaria a Vila de Santos. Veja mais sobre esse incrível personagem em Memória Santista

::::::::: CHORÃO :::::::::

Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, foi um dos vocalistas mais consagrados do rock nos anos 2000. Pertencia ao grupo santista Charlie Brown Junior, lançando dez discos que venderam mais de cinco milhões de cópias. De espírito bastante polêmico, deixou uma enorme legião de fãs com sua morte prematura, em 2013, aos 42 anos de idade.

::::::::: DOM IDÍLIO JOSÉ SOARES :::::::::

Foi o terceiro bispo de Santos, assumindo a missão em 19 de Setembro de 1943. Homem de visão, Dom Idílio olhou para o futuro da cidade e região e, de forma pioneira, deu início aos cursos superiores do que viria a se tornar a Universidade Católica de Santos (Unisantos), com a criação da primeira Faculdade de Direito, em 15 de Julho de 1952. Também prosseguiu no andamento e conclusão das obras da Catedral, dando por encerrados os trabalhos em março de 1967. Tendo participado da primeira sessão do Concílio Vaticano II, em 1962, D. Idílio, em dezembro de 1966, entregou a Diocese ao seu Bispo Coadjutor, Dom David Picão, retirando-se para Campinas. Ali, veio a falecer no dia 10 de dezembro de 1969, estando seus restos mortais na Catedral santista, na cripta que ele mesmo construiu.

::::::::: HANS STADEN :::::::::

Hans Staden, nascido em Homberg, Alemanha, no ano de 1525, foi um viajante e mercenário conhecido por ter feito duas viagens ao Brasil no século XVI. Mas foi na segunda viagem que, após um naufrágio, chegou à feitoria portuguesa de São Vicente e lá foi convidado pelos portugueses para trabalhar como artilheiro em um forte em construção na região de Bertioga, e que dava proteção a São Vicente. Em seu relato, que ficou particularmente famoso, conta ter sido prisioneiro dostupinambás por nove meses. Os índios tinham como objetivo devorar Staden. Isso acontecia porque os tupinambás eram antropófagos e acreditavam que ao devorar a carne humana adquiririam as qualidades de seu adversário. 

::::::::: JACINTO, O SANSÃO DO CAIS :::::::::

Uma das figuras mais interessantes da história santista, Jacinto foi um estivador que ficou famoso por se exibir aos fotógrafos do início do século 20 carregando cinco sacas de café nas costas (cerca de 300 kg). Sua biografia oficial é praticamente desconhecida. Sabe-se apenas que seu nome era Jacinto, e a alcunha “Sansão do Cais”. Há quem diga que ele era português da Ilha da Madeira e que morrera de tuberculose em cerca de 1915. Em 2011, o jornalista Sergio Willians lançou um romance histórico baseado na vida de Jacinto.

::::::::: JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA :::::::::

Conhecido como Patriarca da Independência por seu papel decisivo na Independência do Brasil, o santista José Bonifácio foi um dos maiores nomes do Brasil do século XIX, essencial para a consolidação do Brasil e um homem à frente do seu tempo – principalmente devido a sua luta contra a escravidão. Grande estudioso possuía uma inteligência rara: foi um naturalista, estadista e poeta luso-brasileiro. Ele cursou ciências naturais e direito em Coimbra, destacando-se como geólogo. Descobriu quatro minerais, incluindo a petalita, que mais tarde permitiria a descoberta do elemento lítio, e a andradita, batizada em sua homenagem. Quando da abdicação de Dom Pedro I, em 1831, assumiu a tutoria de seu filho que viria a ser Dom Pedro II. 

::::::::: JÚLIO CONCEIÇÃO :::::::::

Natural de Piracicaba, Júlio Conceição nasceu em 12 de março de 1864, sendo filho dos barões de Serra Negra. Fez seus estudos na cidade natal e em 1882 veio para Santos, de onde não mais se retirou, aqui logo se radicando. Foi comerciante, industrial e político. Exerceu o cargo de vereador e presidente da Câmara Municipal de Santos, e nesse posto lhe foi dado prestar imensos serviços à coletividade, no combate à febre amarela, que então assolava a cidade. Ingressou na Irmandade da Santa Casa em 1884, com a idade de vinte anos e foi eleito provedor nos anos de 1897 a 1902. Foi amigo e procurador de João Otávio dos Santos, sendo responsável pela criação do Instituto D. Escolástica Rosa. Era dono do famoso Parque Indígena, sendo considerado o maior orquidófilos do país. Júlio Conceição foi também fundador de várias entidades humanitárias e científicas, figurando entre estas o Instituto Histórico e Geográfico de Santos, sendo seu primeiro presidente, em 1938.

::::::::: LENY EVERSONG :::::::::

Atuando com o nome de batismo, Hilda Campos, começou sua trajetória em 1932, aos 12 anos de idade, inscrevendo-se para tomar parte do programa “Hora Infantil da PRB-4”, produzido pela Rádio Clube de Santos.  Em 1935, adotou o nome Leny Eversong e partiu na estrada, sendo chamada para atuar nas maiores emissoras do país (Tupi, Cultura, Gazeta, Bandeirantes, Record, Nacional) assim como apresentar-se nos principais palcos brasileiros: Cassino da Urca, Copacabana Palace, Cassino do Guarujá, Night Clube de São Paulo, entre outros. Em 1940 ela gravava seu primeiro Long Play (LP), pela Copacabana Discos, emplacando sucessos como o samba “Ele não veio” e a valsa “Roda, roda, roda”. Foi na segunda metade dos anos 50 que Leny viveu o auge de sua carreira, sendo convidada a participar do famoso programa “Ed Sullivan Show”, líder de audiência nos Estados Unidos, substituindo ninguém menos do que Elvis Presley. Veja mais em Memória Santista.

::::::::: LUCKY TATTOO :::::::::

Knud Harald Lykke Gregersen, dinamarquês, chegou em Santos no dia 20 de julho de 1959. A proposta era chegar, fazer algum dinheiro e zarpar para outras aventuras. Mas “Lucky Tattoo”, já contando com 31 anos de idade, se apaixonou pela agitada cidade portuária brasileira e resolveu fincar sua base em definitivo. Sem ele saber, embora desconfiasse, Gregersen era o primeiro tatuador em terras brasileiras e até sulamericanas. Lucky foi ganhando aos poucos fama nacional e internacional. Ele fazia seu trabalho nos fundos da loja, reservando a parte da frente para a venda de souvenirs, muitos deles coletados nos 42 países que Gregersen percorreu antes de se fixar no Brasil. O auge da fama de Lucky aconteceu mesmo nos anos 1970, quando passou a tatuar outra espécie de homens do mar: os surfistas. Um deles, o carioca José Artur Machado, o famoso Petit, acabaria se tornando o símbolo de uma geração de jovens bronzeados de Ipanema, imortalizado por Caetano Veloso em 1979 na música “Menino do Rio”, sucesso nacional na voz de Baby Consuelo. Veja mais em Memória Santista

::::::::: LYDIA FEDERICI :::::::::

Jornalista e economista, Lydia Federici nasceu em São Paulo, em 16 de abril de 1919, mas veio para Santos com apenas um mês de idade. Começou sua carreira em A Tribuna comentando esportes em 1939, quando lançou a coluna Quando elas voleibolam. Publicou sua primeira crônica para a coluna Gente e Coisas da Cidade em dezembro de 1961. Lá ficou 55 anos na ativa, sendo considerada a colunistas que mais tempo escreveu no periódico. Na década de 40, foi uma figura de destaque no esporte santista. Começou praticando vôlei e, levada para uma pista de atletismo dois meses depois do primeiro treinamento, foi campeã no arremesso de disco da Taça Ademar de Barros. Mas uma contusão no joelho afastou-a das pistas.

::::::::: MANECO FERNANDES :::::::::

Nascido em 29 de setembro de 1921, na cidade de São Paulo, Manoel Fernandes, o Maneco, desde muito cedo teve contato com o esporte das raquetes.  Em 1939, Maneco recebeu sua primeira grande oportunidade, a convite do famoso tenista japonês Jiro Fujikura, que se radicou no Brasil após participar de um torneio em São Paulo, que contou com a participação de Fernandes. Uma das partidas mais memoráveis de Maneco aconteceu em Santos, em 1948, contra o então vencedor do torneio de Wimbledon, o norte americano Bob Falkenburg. Maneco disputou a Copa Davis, pelo Brasil, em 1948, vencendo atletas colocados entre os primeiros do ranking mundial. Veja mais em Memória Santista

::::::::: MIMI ALFAYA :::::::::

 Nascido em Santos no dia 23 de dezembro de 1879, desde menino revelou vocação especial para as artes, tendo-se dedicado à pintura. Foi considerado, em seu tempo, um dos melhores pintores e chargistas, tendo sido colaborador em diversos jornais, como cronista, humorista e ilustrador. Destaque para suas obras na revista Santos Illustrado, colaborando com Anatolio e Cícero Valladares. Em 1907, seguiu para a Europa, frequentando em Paris a Academia de Belas Artes, estudando com os melhores mestres de pintura da capital francesa. Voltando a Santos, efetuou uma exposição das suas telas pintadas em Paris. Depois, realizou diversas outras não só em Santos, como também em São Paulo e Campinas. Em 1913, preparava uma nova exposição de quadros, mas não teve tempo de realizá-la, falecendo, em Santos, no dia 11 de agosto daquele ano, deixando, porém, obra seleta, numerosa e esparsa por todo o país.

::::::::: OSMAR GONÇALVES :::::::::

Nascido em Santos em 14 de setembro de 1922, é considerado um dos primeiros surfista brasileiro. Em 1937, orientando-se por uma revista americana, e ao lado de João Roberto Suplicy Haffers e Julio Putz, construíram uma prancha rudimentar, considerada hoje o protótipo da prancha de surf atual. Foram pioneiros desta pratica na Baixada Santista. É considerado pelo Atlas do Esporte no Brasil, organizado pelo pesquisador Lamartine DaCosta, o primeiro “shaper” nacional. Mais tarde dedicou-se também a vela. Morreu em 30 de abril de 1999, e seu nome foi perpetuado pela Secretaria de Esportes do município com uma placa de bronze no Mausoléu do Esportista Amador de Santos, em 31 de maio de 2009.

::::::::: QUINTINO DE LACERDA :::::::::

Nascido escravo, em 1855, na cidade serrana de Itabaiana, em Sergipe, Quintino de Lacerda foi vendido como escravo aos 19 anos e veio para Santos junto ao seu senhor. Alforriado, foi o primeiro líder político negro de Santos. Tornou-se um herói abolicionista, líder do Quilombo do Jabaquara e primeiro vereador negro do Brasil. Recebeu a patente de Major honorário do Exército Nacional. Participou ativamente de grandes eventos nacionais, dentre eles a Revolta da Armada.

::::::::: RUBENS EWALD FILHO :::::::::

Formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), o crítico de cinema trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Grupo Record (portal R7 e Record News), RedeTV!, TV Cultura (onde começou a carreira), revista Veja , Jovem Pan, e Folha de S.Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comandou o programa TNT+Filme e as entregas do Oscar. Também foi o crítico de cinema da Rádio Bandeirantes e comentou os filmes exibidos no Cine Clube, da Rede Bandeirantes. O crítico também aparecia em inserções na programação da rádio A Tarde FM de Salvador/BA. Seus guias impressos anuais foram tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens assistiu a mais de 37 500 filmes entre longas e curta-metragens, e foi sempre requisitado para falar dos indicados na época de premiações.

::::::::: SATURNINO DE BRITO :::::::::

Iniciou Engenharia Civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, formando-se em 1887. Antes de especializar-se em Engenharia Santária, iniciou suas atividades em Estradas de Ferro e depois colaborou na comissão encarregada da construção da cidade modelo de Belo Horizonte, em MG, dirigindo os projetos de abastecimento de água potável entre 1894 e 1895. Escreveu diversas obras técnicas de saneamento que foram adotadas na França, Inglaterra e Estados Unidos. Ao iniciar o século XX, o Governo do Estado de S. Paulo projetou uma nova rede de esgotos para o município de Santos e adotou o “sistema separador absoluto”, com elevações distritais, proposto por Saturnino de Britto. Moldou a expansão urbana na zona da orla da cidade através da construção gradativa e sequencial de vários canais de drenagem. Por ter realizado alguns dos mais importantes estudos de saneamento básico e urbanismo em várias cidades do país, é considerado o “pioneiro da Engenharia Sanitária e Ambiental no Brasil”.

::::::::: THOMAS CAVENDISH :::::::::

Um dos mais destemidos corsários da história, Thomas Cavendish foi considerado o terceiro circunavegador do globo. Partindo da Inglaterra e navegando pelos mares em busca de riquezas, apareceu em Santos, onde efetuou um ataque de surpresa na noite de 25 de dezembro de 1591, quando se comemorava o Natal com a realização de uma missa na Matriz. A igreja foi cercada e invadida pelos piratas, que saquearam tudo e prenderam os mais importantes homens da vila (Braz Cubas, José Adorno, Jerônimo Leitão e outros). Os edifícios públicos foram todos saqueados e a maior parte queimados, inclusive a Capela de Santa Catarina, que foi praticamente destruída. Durante o ataque levaram também as relíquias da igreja para bordo e lançaram a imagem de Santa Catarina de Alexandria no mar – a qual veio à terra, décadas depois, agarrada numa rede de pesca manuseada por alguns escravos dos Jesuítas. 

::::::::: VALENTIM BOUÇAS :::::::::

Nasceu no dia 1º de setembro de 1891. Estudou nas escolas Cesário Bastos e Barnabé entre 1896 e 1904, e em seguida na Academia de Comércio José Bonifácio, diplomando-se em 1909. Se tornou representante da empresa norte-americana CTP, que se transformou na IBM em 1917, função que exerceria até 1949. Fundou em seguida a Companhia Serviços Hollerith, que passou a alugar máquinas da IBM no Brasil. Foi colaborador no governo Getúlio Vargas, sendo a pessoa responsável pelas trataivas da dívida externa. Foi presidente de várias empresas, como a Companhia Nacional de Máquinas Comerciais, Adressograph-Multigraph do Bra-sil S.A. e Companhia Imobiliária Santa Cruz, e diretor da Companhia Goodyear do Brasil, da Ferro Enamel S.A., da Companhia Swift do Brasil, da Panair do Brasil, da Companhia Brasileira de Material Ferroviário. Era ainda representante da American Bank Note Co. e consultor técnico da Armco Industrial e Comercial S.A. Veja mais em Memória Santista

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